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Ofensivas, Paulo Spina

Ofensivas, Paulo Spina

A circulação de uma doença nas proporções planetárias, ao romper o cotidiano, modificando a ordem das coisas, tem um efeito incontrolável no contexto político e precisa ser encarada como um acontecimento que, se por um lado nos bloqueia, por outro, acelera processos sociais em curso. Isso pode tanto fortalecer um por vir de uma potência coletiva em uma solidariedade transversal ou mesmo aprofundar irrestritamente os meios e os modos de dominação capitalista. Uma transformação não é dada pelas reações imediatas, mas poderá ocorrer no confronto de perspectivas políticas, sanitárias, econômicas e sociais em movimento durante e, principalmente, pós-crise. Já nos é significativo como os diversos sentimentos e precipitações provocados pela pandemia nos afeta cotidianamente. Com isso, seremos capazes de ampliar dimensões de solidariedade, ainda que em um "ambiente" insalubre de encontro e ideias revolucionárias?​

No livro Ofensivas - a potência do não retorno à normalidade, o trabalhador da saúde e cientista político Paulo Spina, em uma escrita literária-política de um manifesto programático, defende que o lado daqueles que lutam por justiça precisam ir para ofensiva, propondo batalhas que disputem outras formas de organização da sociedade. O desafio é atravessar os limites lineares do curto prazo e da territorialidade nacional, e repensar com isso a própria política, agora encarnada em um projeto real, com sua multiplicidade dinâmica. Arriscar compreender este momento como oportunidade política para uma transformação efetiva além dos polos – estados nacionais versus mercado global – nos quais o modus de realizar a política social atualmente se vincula. A preocupação no texto é delinear um caminho de potência política que encontre formulações e proposições que nos atravessam por diversos espaços e tempos do ordenamento da sociedade, sem, contudo, hierarquizá-los de forma funcionalista, com uma dimensão na qual os poderes negam a si mesmos, sem reproduzir da lógica atual, realizando-se por meio de disputas efetivas, resistências programáticas e coalizões inesperadas. Construir novos horizontes globais, nacionais, domésticos e, principalmente, comunitários, como quatro ofensivas que coexistem e pluralizam as experiências e práticas políticas de formas interligadas, desconstruindo o pensamento e as maneiras comuns de ação e ocupação humana, sem uma ordenação que envolva a necessidade de mudanças subjetivas profundas, este é o projeto de materialização da imaginação gestada neste livro. 

  • Descrição

     

R$30.00Price

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produção: GLAC edições

edição: alex flynn e leonardo araujo beserra

tradução: aurore zachayus; fabio morais; lucas parente; noara quinta; revista punkto.

revisão: gustavo colombini

2017

leia um trecho do livro.

descrição

Claire Fontaine é um coletivo de arte de Paris, criado em 2004, formado pela italiana Fulvia Carnevale e pelo inglês James Thornhill. A prática de Claire Fontaine se caracteriza como interrogação e reflexão constantes sobre a impotência política e a crise da singularidade do sujeito, que aparentemente definem, aos seus olhos, a arte contemporânea atual. Se o artista da atualidade é o equivalente subjetivo de um urinol ou de uma caixa Brillo - tão descolocado, tão privado de valor de uso e tão trocável quanto os produtos que produz - a perspectiva que lhe sobra é única, a greve humana.

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