IDENTIDADE VISUAL 

formato

além de um segmento bem específico, que deflagra sua curadoria acerca da radicalidade política, a GLAC elegeu um formato retangular comprido, 19 X 12 cm, assim como o P&B. acontece que compreendemos que estar contra, qualquer que seja a coisa, imputa o corpo ao trânsito, e para isso pensamos um tamanho de livro que pode ser de bolso, mas não é. que pode ser de mesa, mas não se resume a fazer do leitor um sujeito estático. o que é então esse formato? ele é também preto e branco. não porque simplesmente desejamos fazer livros com custos mais baixos, mas porque a dificuldade de realizar um design que dê conta da demanda de infâmia e da solidariedades necessárias nas lutas, entre uma elegância clássica e uma bagaceira mundana, se torna ainda mais difícil quando não se usufrui de cores. afinal, o que temos para dizer com os textos que editamos assim como com o corpo gráfico que lhes abraçam é: leia com o corpo! e se for o caso, use estes livros como coquetéis molotov. pinte o mundo a sua maneira, pois estes livros o farão desejar destruí-lo.

séries

para isso, a GLAC edições pensou em 8 projetos gráficos que se diferenciam conforme as origens dos livros que edita. são designs voltados para cada situação, cada fundação que encontra. repetimos seus designs modificando as tonalidades dos cinzas a cada livro que editamos de cada uma das 8 frentes que erguermos. pois sabemos que a vida é dotada de muitos e diferentes claros e escuros, muitas vezes indecifráveis, mais opacos do que transparentes, demasiados complexos, difíceis de determinar certeza sobre o que de fato ocorrer. editamos textos escritos por artistas, por coletivos de luta, por anônimxs, por grupos inteiros resumidos a um lema, emblema, expressão, por intelectuais radicais preocupados com fazer proposições contundentes para além de análises profundas da contemporaneidade, por dramaturgxs sensíveis o bastante para nos fazer sentir ler nossas próprias angustias e desejos, por escritorxs que se voltam aos mais degradantes debates sobre a sociedade, por muitos tipos de vozes e gestos indevidamente representados em nosso tempo. elxs se encontram abaixo, descritos ao nosso modo, em séries de livros das melhores subjetividades políticas que pudemos inventar, encontrar, selecionar e tornar públicas.

1.Em_vista_de_uma_prática_ready_made_Cl
2.Colonia_Gustavo_Colombini.jpg
3.Isto_nao_e_um_programa_Tiqqun.jpg
4.Imperio_e_anonimato_Cidadaos.jpg
5.Chamada_Anonimos.jpg
Pre-Capa - Um piano.jpg
8.Dark_Deleuze_Andre_Culp.jpg
11.Ofensivas_Paulo_Spina.jpg
Pre-Capa - Um piano.jpg

#sujeitoinconfessável

segurar um livro pode parecer prazeroso, mas no caso dos inconfessáveis a materialidade das páginas e da capa competem ao peso dos textos que os recebem. uma lixa que, com o tempo, torna áspera as mãos do leitor que se deixa levar pelas linhas de uma história de luta e resistência, faz do corpo um meio de realização de uma utopia, cada vez mais latente, desejada a todo momento em que a subalternidade faz calar os gritos de guerra, as canções de trabalho e as articulações de subversão. as barricadas podem e devem ser muitas, suas funções variadas, suas potencias díspares, suas articulações comunais, suas visibilidades, isso sim, camufladas como é o ímpeto da revolta: um dragão-de-komodo armado que dança alegremente!

A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ DEMOCRÁTICA!

1.Em_vista_de_uma_prática_ready_made_Cl

#nãotrabalhamaisaqui

o homenzinho de paletó foge do leitor como se estivesse a pular entre as lajes de algumas casas e prédios. uma fonte em estilo art nouveau que declaradamente tira sarro da própria arte. um adesivo que sobrepõe a entrada de um livro sem que sua capa esteja impressa, fazendo duvidar-se acerca da realidade de seu conteúdo. com este design reúnem-se textos escritos por artistas ou coletivos de arte que ou refundam o próprio signo da arte ou fundam um novo modus operandi de fazê-la junto da sociedade, seja por meio da subversão de suas ideias seja por meio da contradição de seu meio, que deixam naturalmente aparente. uma coisa é certa, existe um mundo inteiro a ser apropriado pela arte, nada falta, tudo se questiona e se reapropria.

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#sujeitodrama

um campo que apresenta a ausência de luz. apenas isso! o título em uma fonte comum, a falta de subtítulo, e o nome do dramaturgo, esse tal de autxr, do escritor literário, do inventor de diálogos e narrativas que nos faz achar que vivemos nossas próprias vidas ao lê-los. são estes elementos num plano brilhante da capa desses livros que nós queremos fazer imaginar quando um desses textos os arrematam. sem paginação, algumas vezes até bilíngue. com isso, estamos deixando claro que não é a arte que pede um internacionalismo e uma certa confusão, mas é justamente a subversão que ela gera que nos faz desejar compartilhar e duvidar do presente, desse agora que não cala.  

MATERIALIZAR A IRA DA LÍNGUA

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#insígnia

o hermetismo de uma palavra que não nos diz nada, ou mesmo de uma sigla que usamos apenas para denominar uma instituição, se transmuta neste design na reunião de um conjunto difuso de grupos que se reúnem entorno de um anonimato de não-autor. na verdade, há autor, mas não há semblante, há origem, mas não há criador. com uma fonte serifada, cheia de curvas, que dá vida ao autxr, uma outra seca, quase reta, que dá forma aos títulos, e uma final, pequena, que contextualiza o subtítulo ou mesmo de onde partem estes aglomerados, todas sobrepostas a uma tarja preta que se coloca por cima da imagem de algum sujeito em meio a uma fumaça, está dito: prepararem-se! perigo, desde já se adentrará o imensurável. 

NÃO SE DESEJA UMA IDENTIDADE A NINGUÉM!

4.Imperio_e_anonimato_Cidadaos.jpg

#citoyens,gohome!

com as coletâneas de textos de diferentes autorxs reunidas por este design, convidamos a todos que muitas vezes não se identificam com sua época, com este presente que se agarra como um abismo sem fim em nossa consciência, a desertar do cidadanismo. uma Palavra, ou duas, que se expande para além dos limites do livro; um sujeito que corre para dentro dele; um programa ou um autxr que se encolhe igualmente a frase que o contextualiza, assim é este convite: cidadãos, voltem para casa! quem fica, realiza a subversão por meio do nomadismo.

OMNIA SUNT COMMUNIA!

5.Chamada_Anonimos.jpg

#incógnito

com um caderno, queremos dizer que a escritura radical encontra sempre seu meio. sem distinção entre título e autxr, subtítulo e paratextos, este design apresenta edições de larga pesquisa acerca dos mais variados tipos de textos anônimos difundidos ao redor do mundo. eles variam: anticarcerários, antimilitares, anticoloniais, antiglobalistas, etc., estão contra, pois quase todos, por serem fundamentalmente incógnitos, dispensam tradições e métodos, dados e referências. por isso, são textos de espírito juvenil, para aqueles sem amarras intelectuais e com vontade de imputar ao corpo o conflito das ideias revolucionárias. 

ABAIXO O MUNDO!

capa Dark Deleuze, Andrew Culp
capa Dark Deleuze, Andrew Culp

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capa 99 teses para uma revaloração do valor, Brian Massumi
capa 99 teses para uma revaloração do valor, Brian Massumi

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capa Dark Deleuze, Andrew Culp
capa Dark Deleuze, Andrew Culp

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#acontecências

Contra a normalidade, um símbolo gráfico geométrico sintetiza uma letra, rodeado pelas informações que indiciam o cerne do livro. Esta série ergue da filosofia-política o ato revolucionário de imaginar mundos, de tornar uma experiência acontecimento. Por isso, será necessário lidar com as contradições, ingenuidades e arrogâncias do desejo comunitário radical. Logo, há de desesperarmos os possíveis da impotência!

 

DESESPERAR NOSSA IMPOTÊNCIA

capa Ofensivas, Paulo Spina
capa Ofensivas, Paulo Spina

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capa O vírus como filosofia, Andityas e Francis
capa O vírus como filosofia, Andityas e Francis

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À imaginação revolucionária, org. Jonnefer Barbosa
À imaginação revolucionária, org. Jonnefer Barbosa

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capa Ofensivas, Paulo Spina
capa Ofensivas, Paulo Spina

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#câmarahermética

Em um fundo difuso, entre a textura de um mármore e de uma folha xerocada, encontram-se homens brancos em trajes sociais, correndo desesperados em sua direção. Sobre eles, um sol, uma bola perigosa que brilha por meio de lanças afiadas. o vírus traz os problemas  das construções do ocidente: sua inaptidão em organizar social e economicamente os habitantes, em cuidar do que ele criou no “seu” próprio mundo. O leitor de lutas aguarda a chegada dos, agora perdidos, sujeitos do capitalismo colonialista e necropolítico, e imagina com isso o momento do confronto que vem, da luta que a pandemia traz. Há muito aguardado, nessa série realiza-se este conflito em narrativas além do alcance dos olhos, desejosas pela materialização definitiva dos muitos mundos que habitam nossas imaginações. livre-se do todo, até que governe a si!

 

HASTA GOVERNAR A SI MISMO!